Rio de Janeiro, 10 de janeiro de 2026 — Faleceu neste sábado, aos 92 anos, o escritor, autor de novelas, diretor, produtor e um dos maiores ícones da teledramaturgia brasileira, Manoel Carlos Gonçalves de Almeida, conhecido simplesmente como Manoel Carlos ou Maneco. A informação foi confirmada pela família e divulgada oficialmente nas redes sociais.
O autor estava internado no Hospital Copa Star, em Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro, onde recebia tratamento médico. Maneco enfrentava há alguns anos a Doença de Parkinson, que nos últimos tempos agravou seu quadro de saúde, comprometendo funções motoras e cognitivas. A causa oficial da morte ainda não foi divulgada pela família.
Em comunicado, seus familiares informaram que o velório será fechado, restrito à família e amigos mais próximos, e pediram respeito e privacidade neste momento de luto.
Um legado na televisão brasileira
Manoel Carlos deixou uma marca indelével na televisão brasileira ao longo de mais de seis décadas de carreira. Foi autor de novelas que se tornaram clássicos e influenciaram gerações de telespectadores. Entre seus trabalhos mais celebrados estão:
- Por Amor (1997)
- Laços de Família (2000)
- Mulheres Apaixonadas (2003)
- História de Amor
- Em Família
Ele também produziu e escreveu minisséries e produções que marcaram época, como Malu Mulher, Presença de Anita e Maysa – Quando Fala o Coração.
As famosas Helenas e o Rio de Janeiro como personagem
Maneco ficou especialmente conhecido por suas personagens femininas fortes, frequentemente chamadas de “Helenas”, que traziam à tona dramas familiares, relações humanas e conflitos pessoais com profundidade emocional e sensibilidade. Seus roteiros trouxeram identificação e diálogo com o público ao retratar temas do cotidiano e da alma humana.
Além disso, o autor tornou o bairro do Leblon, no Rio de Janeiro, um cenário quase vivo em suas tramas, traduzindo com delicadeza a vida carioca em suas novelas.
Trajetória e vida pessoal
Nascido em 14 de março de 1933, Manoel Carlos iniciou sua carreira ainda jovem, passando pela atuação, direção e produção antes de se consolidar como um dos principais autores da TV Globo, onde trabalhou desde a década de 1970.
O autor deixa duas filhas, entre elas a atriz Júlia Almeida e a roteirista Maria Carolina, que colaborou com ele em diversos projetos. Familiares, amigos e fãs se preparam para prestar suas homenagens ao legado de um dos maiores nomes da dramaturgia brasileira.
إرسال تعليق
Deixe aqui seu comentario: