Marcello Diaz


Um dia depois dos deputados federais maranhenses, em sua maioria aprovarem a indecorosa Reforma Trabalhista na Câmara, Hildo Rocha (PMDB), um dos cúmplices e fervoroso defensor das medidas impopulares do chamado "Pacote de Maldades" do presidente Michel Temer (PMDB), que vai trazer grandes prejuízos às camadas mais pobres da sociedade brasileira, afirma ter convicção de seu posicionamento de dizer somente o sim ao governo federal, e que o fez e fará sem remorso algum e com a consciência tranquila.

No meu programa "Conexão 560", na rádio Educadora, nesta quinta-feira (27/04) eu questionei o parlamentar do porque estar dizendo SIM à revelia a todas as mazelas que o Temer tem colocado na mesa da Câmara Federal, medidas duras e cruéis que retiram importantes diretos e conquistas do trabalhador; que precarizam o trabalho para beneficiar as grandes empresas, e pra fechar o caixão a que levará o cidadão a uma perspectiva zero em relação à aposentadoria. Nessa levada, o deputado já disse sim a PEC do Teto, que congela os gastos públicos por 20 anos, com perspectivas de dias tenebrosos, por exemplo, para áreas da educação e saúde; a Lei da Terceirização e agora a vingativa Reforma Trabalhista, que torna incertas garantias do trabalhador brasileiro. Como bom súdito de Temer (e deve ter seus excelentes motivos pra isso), Rocha é só alegria pra também votar favorável a imoral e perversa Reforma da Previdência, a melhor maneira que governo encontrou para tampar o rombo nos cofres públicos que eles mesmos fizeram, e mandam a conta da roubalheira e corrupção para os mais humildes pagar, atitude que envergonha o povo do Maranhão. 

E perguntei ao pmdbista se ele não tinha algum remorso por desagradar a sociedade, e se agindo desta forma estaria com a consciência tranquila e cumprindo assim com seu papel de representar bem o seus eleitores, os maranhenses? Ele me garantiu não ter arrependimento algum deste seu posicionamento: “Tenho a consciência tranquila”, disse Hildo Rocha, justificando que todas essas medidas são necessárias, e assim convicto de que está fazendo o melhor para o povo maranhense, este que deveria reconhecer o seu trabalho como seu legítimo representante.

Tomara que o nobre deputado tenha razão, pois pelas previsões a coisa não é bem assim, pois pelo que se tem ouvido das entidades sociais e de especialistas no assunto, que estamos diante das mais drásticas medidas que trarão sérias consequências aos direitos do trabalhador do Brasil. Recentemente ouvia um juiz da Vara de Trabalho de São Luís afirmando que essas medidas seriam uma lástima para a sociedade, mas segundo Hildo Rocha, tudo o que falam contra elas, não passa de inverdades. Vamos ser obrigados a ver e quem sabe, crer.

Só recordando, dos 18 parlamentares do Maranhão, 14 deles disseram SIM ao projeto de Temer que modifica pontos importantes da lei trabalhista. Hildo Rocha (PMDB), Waldir Maranhão (PP), Pedro Fernandes (PTB), José Reinaldo Tavares (PSB), Aluísio Mendes (PTN), João Marcelo (PMDB), Júnior Marreca (PEN), Victor Mendes (PSD), Juscelino Filho (DEM), Cléber Verde (PRB), André Fufuca (PP), Alberto Filho (PMDB). Se for fazer um levantamento, todos estes senhores receberam alguma benesse do governo federal.

Votaram NÃO os deputados Rubens Pereira Júnior (PCdoB), Zé Carlos (PT) e Eliziane Gama (PPS), Weverton Rocha (PDT), Deoclides Macedo (PDT), Luana Costa (PSB). E nesta lista dizem que teve gente balançando.

A proposta do governo de Michel Temer foi aprovada em plenário por 296 votos a favor e 177 contrários. O texto segue agora para o Senado e, se aprovado, vai para a sanção do presidente da República, este que tem plena certeza que ao final seus obedientes súditos (deputados e senadores) cumpriram bem o seu papel.

Lembrando que entre os principais pontos do projeto, tem destaque o que está sendo chamado de espinha dorsal:

Aquele que permite que as negociações entre patrão e empregado, os acordos coletivos tenham mais valor do que o previsto na legislação.

Foi alterada também a concessão das férias dos trabalhadores, com a possibilidade da divisão do descanso em até três períodos, sendo que um dos períodos não pode ser inferior a 14 dias corridos e que os períodos restantes não sejam inferiores a cinco dias corridos cada um.

Outro ponto polêmico é o que aumenta a carga-horária de trabalho, e forçará o trabalhador a fazer hora extra através de uma obrigação camuflada de "acordo".

Diante de tudo de ruim que está sendo votado à revelia no Congresso Nacional pelos deputados e senadores como barganha política em nome única e exclusiva de seu interesses pessoais, dignos de repúdio dos brasileiros, a atitude do deputado Hildo de vim comemorar as mazelas desse governo, e ainda com o cinismo de dizer que está com a consciência tranquila e representando bem seus eleitores, é no mínimo um tapa seguro na cara do Povo do maranhão, e se os maranhenses tiverem vergonha na cara, certamente darão a resposta na urnas.
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